O que é uma compressa cirúrgica?
A compressa cirúrgica é um item têxtil hospitalar usado para absorver sangue, secreções e líquidos durante procedimentos, curativos e cirurgias. Ela é diferente da gaze simples: enquanto a gaze é um tecido fino e poroso, vendido em rolo ou em pacotes soltos para ser cortado sob medida, a compressa já vem pronta, com várias camadas de tecido fixadas entre si (para não deslizar durante o uso) e acabamento nas bordas (geralmente overlock), evitando que solte fiapos dentro de uma ferida ou cavidade cirúrgica.
Na prática, existem três famílias principais de compressa no mercado, e cada uma tem uma finalidade diferente.
Os 3 tipos de compressa (e para que serve cada um)
1. Compressa de gaze (13 fios) — curativos e antissepsia
É a mais comum no dia a dia de clínicas e consultórios. O nome "13 fios" se refere à densidade da trama do tecido de algodão: quanto mais fios por centímetro, mais fechado e resistente é o tecido. Normalmente vem no tamanho 7,5 x 7,5 cm, em pacotes de 500 unidades, e pode ser estéril (para contato direto com ferida aberta) ou não estéril (para limpeza de pele, antissepsia antes de procedimentos, fixação de curativos e uso geral).
Você encontra essa opção em Compressa Estéril 13 fios - Neve, Compressa Não Estéril 13 fios - Neve, Compressa Estéril 13 fios - Cremer, Compressa Não Estéril 13 fios - Cremer e Compressa de Gaze Estéril 13 fios - Lívia.
2. Compressa cirúrgica de campo operatório — cirurgias
É a compressa usada dentro do campo cirúrgico, para conter sangramento, proteger tecidos e órgãos durante a cirurgia. É mais robusta que a compressa de curativo: tecido 100% algodão em ligamento tela (tafetá), com várias camadas de gaze fixadas entre si, alça de fixação e acabamento em overlock. Vem nos tamanhos 30x30 cm e 45x45 / 45x50 cm.
Um detalhe importante desse tipo de compressa é o elemento radiopaco (também chamado de fio ou filamento radiopaco): um fio impregnado com sulfato de bário, visível em raio-X, obrigatório em compressas usadas dentro de cavidades cirúrgicas. Ele existe para que, durante a contagem cirúrgica de instrumentais e compressas (feita pela equipe de enfermagem antes de fechar o paciente), qualquer compressa esquecida possa ser localizada por radiografia — é uma das principais barreiras de segurança contra corpos estranhos retidos após a cirurgia.
Nessa linha, temos a Compressa Cirúrgica Campo Operatório Letícia (100% algodão, 45x50cm, pacote com 50 unidades) e as opções estéreis com fio radiopaco, esterilizadas por óxido de etileno: Campo Operatório Estéril Dione e Campo Operatório Estéril INA (85% viscose e 15% poliéster, disponível com ou sem filamento radiopaco).
3. Compressa laminada para curativo — feridas maiores e proteção de cavidades
É uma compressa mais espessa, feita de uma manta de algodão hidrófilo envolta em tecido de gaze. Diferente da compressa de campo operatório, ela não é usada dentro da cirurgia, e sim para proteger e curativar feridas maiores: úlceras de perna, escaras (lesões por pressão), queimaduras, cotos de amputação e pós-operatório de cirurgias plásticas. Vem em tamanhos maiores, como 10x15 cm e 10x60 cm.
É o caso da Compressa Para Curativo Cirúrgico.
O que é a gramatura e por que ela importa
A gramatura é o peso do tecido por metro quadrado (g/m²). Na prática, ela indica a densidade e a espessura do material: quanto maior a gramatura, mais grosso, resistente e absorvente é o tecido — e menos fiapos ele solta.
Compressas de campo operatório costumam ter gramaturas mais altas, entre 20 g e 40 g, porque precisam suportar contato direto com tecidos internos e absorver grandes volumes de sangue e líquido sem se desfazer. Já as compressas de gaze para curativo, por serem mais finas e maleáveis, têm gramatura menor. Não existe uma gramatura "certa" — o ideal depende do uso: para procedimentos simples, uma gramatura menor já é suficiente; para cirurgias de maior porte, vale priorizar compressas de gramatura mais alta.
Estéril ou não estéril: como escolher
A regra prática é simples:
Estéril: sempre que a compressa tiver contato com tecido interno, ferida aberta, mucosa ou cavidade cirúrgica — cirurgias, curativos em feridas abertas, procedimentos invasivos.
Não estéril: para uso externo em pele íntegra, antissepsia antes de procedimentos, limpeza, fixação de curativos já protegidos e uso geral no consultório.
Tamanhos padrão do mercado
7,5 x 7,5 cm — compressa de gaze (13 fios), curativo e antissepsia
10 x 15 cm e 10 x 60 cm — compressa laminada para curativo
25 x 28 cm — compressa cirúrgica em tecido não tecido (TNT)
30 x 30 cm e 45 x 45 / 45 x 50 cm — compressa cirúrgica de campo operatório
Guia rápido: qual compressa usar em cada situação
Curativo simples, antissepsia, limpeza de pele: compressa de gaze 13 fios (estéril ou não estéril, conforme o caso)
Dentro do campo cirúrgico, absorção de sangue durante a cirurgia: compressa cirúrgica de campo operatório, estéril e com fio radiopaco
Curativo de ferida grande, úlcera, queimadura ou pós-amputação: compressa laminada para curativo
Procedimento hospitalar geral, absorção de secreções: compressa em tecido não tecido (TNT), com ou sem filamento radiopaco conforme a indicação
Este conteúdo tem caráter informativo, com base em especificações técnicas de fabricantes e normas de referência do setor (ABNT NBR 12984/12985/14767). A escolha do tipo de compressa e os protocolos de contagem cirúrgica devem sempre seguir o POP (Procedimento Operacional Padrão) da instituição e a orientação da equipe de enfermagem e do cirurgião responsável.

